Em conversa com uma amiga cheguei a uma triste conclusão.
A juventude de hoje, até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os 30 anos.
O grande choque, entre a nossa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
“Quem?”, perguntou ela.
Quem?! Ela não sabe quem é o Tom Sawyer.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente que ela não conhece outros ícones da juventude de outrora.
Os jovens de hoje estão a crescer à frente de um computador. É provável que estes jovens não passaram por uma série de situações. A experiencia da adolescência passa-lhes a frente.
Óbvio, que estes jovens, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas.
Hoje se um miúdo cai, esta dois dias no hospital, a fazer exames a possíveis infecções. Depois esta dois meses em casa a fazer recuperação de uma doença que descobriram. Doenças com nomes que não existiam antigamente.
Hoje já não se vê miúdos na rua a jogar a bola. Na altura havia mais convívio.
Actualmente não falta nada aos miúdos.
Com 11 anos qualquer um já tem telemóvel.
Antes, para se ter uma consola, tínhamos que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anicersário e Natal, tudo junto.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada miúdo sejam cromos.
Antes só havia um cromo por grupo de amigas. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
Hoje se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele,
Se um miúdo actualmente anda de bicicleta e fica na rua ate as 22h, os outros são proibidos e se dar com ele, é má companhia,
Realmente a juventude de hoje está perdida. Está adormecida…
segunda-feira, 9 de junho de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Para quando o fim da violência nas escolas?

Actualmente, os "mass media" abordam o mesmo tema: a violência escolar.
Porquê agora? Porquê esta súbita preocupação com um problema que sempre existiu? Sabemos porque.
Tudo passou-se na última semana, antes das férias da Páscoa.
Uma aluna agride a professora porque esta lhe tira o telemóvel. Um colega de turma, achando piada, filma o sucedido.
Devemos agradecer ao youtube. Graças à visualização daquele acontecimento, o Governo "acordou" para a realidade!
Agora, todos os ministros querem dar a sua opinião. Será por preocupação ou porque é actual? Não falemos disso agora.
O que será preciso para mudar estes comportamentos?
Seria apenas necessário que cada encarregado de educação acompanhasse o seu educando. Em último caso, acontecerem mais "cenas" destas para os alunos se consciencializarem.
Poderá o Governo tomar medidas eficazes, futuramente?
sábado, 15 de março de 2008
Crónica "Mass Media"
No nosso quotidiano os meios de comunicação são uma fonte de influência.
Dentro desses meios temos a televisão, a rádio, os jornais, as revistas, etc, e os seus oradores que fazem com que as pessoas compreendam as informações.
Existem pessoas pela sua importância ou relativa importância que ganham tempo de antena nos meios de comunicação. As suas opiniões começam por interiozar formas de pensar, de observar, ou mesmo de ver o mundo nas pessoas, influênciadas por esses oradores que apenas emitem opiniões.
Nos Mass Media temos muitos desses oradores: os importantes, os menos importantes, os sem importância alguma, até mesmo os "cor-de-rosa". Todos eles são os condutores de mentalidades do nosso senso comum. Não podemos culpar aqueles que transmitem as suas opiniões para o público.
Cada pessoa é que terá de ter a noção que a vida nao pode ser guiada pela a opinião daquele de o outro. Têm de se guiar pela sua própria razão.
quarta-feira, 5 de março de 2008
o que é a poesia?
Poesia
Arte que se distingue tradicionalmente da prosa pela composiçao em verso e pela organização rítmica das palavras, aliada a recursos estilísticos e imagéticos próprios. (Dicionário da Lingua Portuguesa, Porto Editora)
A poesia consegue tornar visível algo abstracto como os sentimentos, em realidades quase palpáveis.
Uma das formas mais representativas da poesia é o lirismo que não é mais do que a expressão do "eu".
Aí, o poeta fala do que sente. Revela o seu estado de espírito.
A poesia não é regida por um modelo generalizado: cada poeta tem a sua forma, o seu estilo, o seu método de escrever.
O autor revela um mundo criado por si a partir de um mundo que lhe passa ao lado. É uma arte.
É um dom que só alguns possuem. É conseguir fazer chorar a partir de um motivo para rir.
É tão somente viver poesia.
Arte que se distingue tradicionalmente da prosa pela composiçao em verso e pela organização rítmica das palavras, aliada a recursos estilísticos e imagéticos próprios. (Dicionário da Lingua Portuguesa, Porto Editora)
A poesia consegue tornar visível algo abstracto como os sentimentos, em realidades quase palpáveis.
Uma das formas mais representativas da poesia é o lirismo que não é mais do que a expressão do "eu".
Aí, o poeta fala do que sente. Revela o seu estado de espírito.
A poesia não é regida por um modelo generalizado: cada poeta tem a sua forma, o seu estilo, o seu método de escrever.
O autor revela um mundo criado por si a partir de um mundo que lhe passa ao lado. É uma arte.
É um dom que só alguns possuem. É conseguir fazer chorar a partir de um motivo para rir.
É tão somente viver poesia.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Poema
Sofrimento…
Eu sou a que guarda aquela dor
Eu sou a que chora em silêncio solitário
Eu sou a que caminha na amargura
Eu sou aquela que desespera por amor
Eu sou a que vai pelo caminho devastador
Eu sou a que esconde o choro sensível.
Eu sou a que nada sabe sobre amor
Eu sou aquela que sofre de maneira humilhante
Eu sou a que tenta matar as mágoas com um sorriso
Eu sou a que guarda aquela dor
Eu sou a que chora em silêncio solitário
Eu sou a que caminha na amargura
Eu sou aquela que desespera por amor
Eu sou a que vai pelo caminho devastador
Eu sou a que esconde o choro sensível.
Eu sou a que nada sabe sobre amor
Eu sou aquela que sofre de maneira humilhante
Eu sou a que tenta matar as mágoas com um sorriso
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Florbela Espanca

Florbela Espanca nasce em 1984 como filha ilegítima, em Vila Viçosa (Alentejo).
Estudou em Évora, mas só anos mais tarde é que conclui a secção de Letras do Curso dos Liceus. Nesse mesmo ano, começa a estudar Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Colaborou com várias jornais e revistas, entre os quais o “Portugal Feminino”.
Casou-se três vezes, das quais acabou sempre por se divorciar, sendo alvo de muitas criticas pela sociedade na época.
Os seus casamentos falhados e a morte do seu irmão, levaram a poeta a uma depressão.
Florbela Espanca acaba por morrer em Dezembro de 1930.
Os poemas de Florbela Espanca caracterizam-se por temas de sofrimento, de solidão, de desencanto.
A linguagem pessoal da autora, mostra que passava as suas próprias frustrações e anseios para o papel, tendo esses poemas algum sensualismo muitas vezes eróticos.
Em alguns poemas pode-se constatar que a paisagem da charneca alentejana esta presente muitas das suas imagens e poemas.
Florbela Espanca não esta relacionada, claramente com algum movimento literário, estando mais perto do neo-romantismo e de certos poetas portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas.
Poetisa de excessos, cultivou a paixão. Foi uma grandes figuras femininas das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Estudou em Évora, mas só anos mais tarde é que conclui a secção de Letras do Curso dos Liceus. Nesse mesmo ano, começa a estudar Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Colaborou com várias jornais e revistas, entre os quais o “Portugal Feminino”.
Casou-se três vezes, das quais acabou sempre por se divorciar, sendo alvo de muitas criticas pela sociedade na época.
Os seus casamentos falhados e a morte do seu irmão, levaram a poeta a uma depressão.
Florbela Espanca acaba por morrer em Dezembro de 1930.
Os poemas de Florbela Espanca caracterizam-se por temas de sofrimento, de solidão, de desencanto.
A linguagem pessoal da autora, mostra que passava as suas próprias frustrações e anseios para o papel, tendo esses poemas algum sensualismo muitas vezes eróticos.
Em alguns poemas pode-se constatar que a paisagem da charneca alentejana esta presente muitas das suas imagens e poemas.
Florbela Espanca não esta relacionada, claramente com algum movimento literário, estando mais perto do neo-romantismo e de certos poetas portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas.
Poetisa de excessos, cultivou a paixão. Foi uma grandes figuras femininas das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Biografia de Manuel Alegre

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina. A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Entretanto, os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade. Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril. Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares. Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002, participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares. Dirigente histórico do PS desde 1974, é Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995 e é membro do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). É candidato a Secretário-geral do PS em 2004, naquele que foi o mais participado Congresso partidário de sempre. É sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências eleito em Março de 2005.
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